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Os Mistérios do Rio Sergipe

                                   

 

                                      Os Mistérios do Rio Sergipe

 


 

Depois de anos da fundação  da capital sergipana , seu centro vivera as mais pitorescas histórias e dramas , amores , começos e recomeços , cassadas policiais , medos e lagrimas , malandragens dos picarescos homenzinhos espertalhões , histórias de mortes matadas e mortes morridas , grandes noites nos tempos do hotel Palace  e o esplendor  das festas no Hiat Club , os anos dourados e as  coloridas décadas de 70 sucedido pelos  excesso da década de 80 ,já dizia o saudoso Amaral Cavalcanti que  as  festas nessa época ferviam incluindo a festa do Guaxinim .

 

O rio possui um encanto natural ,por ter se imortalizado na vida cotidiana  dos aracajuanos , o mesmo enfeitou o plano do tabuleiro  no Aracaju oitocentista ao contemporâneo , porem  como o  passar tempo suas aguas nunca foram iguais . 

 

A  maquina de datilografar  esta trabalhando há dias ,  gosto mesmo de compor estrofes biográficas da história  desse Rio , aqui  em um pavimento restrito a estudantes da Biblioteca Ephânio Dórea , uma casa pública de concreto  bem moderna para a cidade na época de sua construção , no qual os sabres ficam armazenados  pronto para consulta .

Aqui fica perto   do rio , mas principalmente perto da sua entrega ao mar , apesar também da entrega de muitos poluentes  a céu a aberto , Aracaju  cresceu além do tabuleiro , para onde fomos  ao longo dos tempos ? isso só o próprio tempo dirá .

 

“O rio Sergipe, que tem sua nascente nas fraldas da Serra negra, no Estado da Bahia, corre mais de 140 Km, até lançar-se ao mar, em Aracaju”( Luiz Antônio Barreto), assim como o Egito é uma dadiva do Nilo segundo Heródoto, o Rio Sergipe banha uma cilvizações  no percurso dos seus mananciais .

O centro de Aracaju foi o fulcro de grandes acontecimentos , nos quais estão guardadas os registros universais de suas mais inusitadas histórias e fatos heroicos  , o plano do tabuleiro  registrou de revoluções  a decida de D Pedro II  as margens do Rio Sergipe   águas que banharam  a cabeça do grande Babalorixa Sergipano Odé Bamirê    sob  as profecias  que saiam da boca de Mãe Nanã , esse rio conta varias histórias , em cada correr de aguas  de sua passagem , que culminará no encontro de suas águas  com o mar , cada Rio  conta suas histórias , minha bisavó contava que  namorou uma marinheiro que havia  desembarcado na década de 1930 as margens do Rio Sergipe ,  imagina-se  quais seriam  as memórias dessa senhora falecida aos 95 anos na mesma cidade , assim como os grandes nomes que foram sacramentados no centro da capital , D. Caetana também tivera sua história , sua marca de vida , assim como inúmeros conterrâneos  , oxalá! que as margens desse rio revelassem todos os seus segredos seria  a melhor serie de uma plataforma Streaming! .

 

A água é um elemental vivo  , que possui a capacidade de fertilizar e manter a vida em uma pluralidade imensa de seres vivos e microorganismos  em larga escala , dentro de uma chave zoológica , as aguas do Rio Sergipe  , gravaram beijos de casais apaixonados ao por do sol da praia formosa , retroagindo no   espaço tempo , observo esse Rio aqui , quieto  com olhos vesgos  , principalmente ao abrir as janelas do museu da gente sergipana  , o RIO SERGIPE e a mais magnifica obra  do estado que a natureza compôs  , na qual Sebastião Basílio Pirro traçou o primeiro projeto urbanístico planejado para abrigar a nova urbe brasileira , abaixo do nível do mar  sujeita a inundações, mas o mais interessante seria pensar , o que ele achava do Rio Sergipe , ou pensara em romantiza-lo , do Porto Dantas a Coroa do meio , a cidade pode apreciar suas belezas , e avistar  o futuro  pitoresco da barra dos coqueiros  como a mais ambicionada area imobiliária dos novos ricos ,  daqui avista-se  a Atalaia nova e uma igrejinha  também uma  canoa que se perde a velejar , meio a um pomar de coqueiros sem fim .

Ben Lima adaptado do texto de 2006

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