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O QUE É PROSELITISMO?-EXTREMISMO EVANGÉLICO ATACA RELIGIÕES DE DIVERSOS SEGMENTOS NO RIO DE JANEIRO -REFLEXÕES SOBRE O PROSELITISMO

                 O  QUE É PROSELITISMO?


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È comum segregar o diferente? é comum espalhar o ódio e dizer que só o seu ponto de vista está correto ?, a esse comportamento chamamos de proselitismo ,mas o que é proselitismo?
A arte exacerbada de fazer com que o outro, venha a ter uma convicção ufanista e cega de algo  ou alguma coisa ,a esse comportamento chamamos de proselitismo , ou seja , no proselitismo nada passa pelo crivo da razão, nada é conhecido ou refletido realmente com acuidade.
Vivemos um proselitismo  em nossa nação, dentro do Brasil?isso mesmo , quando vemos noticiários , nos quais pessoas são agredidas ou humilhadas por possuírem uma convicção religiosa divergente através de  extremistas evangélicos   ou outros grupos extremistas oriundos de quaisquer negação de valores religiosos distintos, pois quaisquer religião que se oponha  aos direitos supralegais , ou a laicidade  do estado com intuito de ferir os princípios de liberdade , igualdade e fraternidade , estas ferem  os direitos naturais  do homem.
O ser humano  nasceu para ser livre , independente de convicção religiosa , somos humanos primeiramente e devemos respeitar uns aos outros , o que o grande mestre do amor faria em uma situação dessas , mandaria amar o próximo como a si mesmo não é verdade. 
O que ocorre é que pessoas , de mentes obscuras  não estão preparadas para o amor e o bem , e continuam a viver em suas prisões conscienciais.  
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Deus é como uma flor lótus , não tem dono nem propriedade sobre o seu nome , o mundo pode adora-lo em várias direções , cada crença com o seu Deus cada fé com o seu credo , na minha visão antropológica , todas religiões  são iguais só muda o rito  dos seus iniciados , na verdade habita um Deus superior em todas elas , só os grandes mestres , e estudiosos da densidade religiosa , conseguem ver esse aspecto tão relevante, entretanto o que ha é uma falta de aprofundamento teórico e filosófico sobre o que se crê , e onde a manipulação dessa fé pode fazer seres livres e pensantes a cometerem barbaridades em nome dele , darei cenas e exemplos de proselitismo abaixo:

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Deus de protestantes seria destruidor?

O  que esses seres humanos fizeram de tão mau?
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Essa fora agredida por professar sua fé? isso é normal?
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Dados estatísticos mostram que os afro-brasileiros  são os mais vulneráveis a atos de intolerância.

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A sociologia do conflito , explica que todo conflito  surge de uma negação , a negação de uma unidade , segundo Simmel um dos grandes mestres da sociologia  sistemática , o conflito de intolerância surge , quando no Brasil os membros de outros credos , negam o dogma  e preceitos da unidade judaico-cristã . Um forte exemplo e que no Brasil colonial ,para fugirem da perseguição religiosa  , os negros mesclavam sua crença , fundindo sua religião com  a católica e  a indígena por causa disso adeptos do candomblé   amalgamaram  a sua religião aos cultos  católicos  dando assim uma riqueza folclórica muito forte  a nação brasileira ,cheia de ritos mágicos e folguedos ,mas quando sua religião era expressada , era taxada de bruxaria , e a santa inquisição não aceitava , muitos eram mortos por isso, um forte exemplo de religião puramente brasileira é a umbanda , segundo o antropólogo Darcy Ribeiro , em seu livro "O povo brasileiro ", ele descreveu a umbanda como a religião puramente brasileira pois funde as matrizes africanas, cristãs e indígenas, Jorge Amado , divulgou a nossa nação pelo mundo como um pais de uma imensa pluralidade religiosa, descrevendo a Bahia como um local mágico , que até hoje encanta os estrangeiros com as suas dimensões  misticas.
A religião não seria um fim , segundo os preceitos teleologísticos , aristotélicos se não estivesse associada ao fim de religar o homem ao divino , ai vem o nome do latim reli gare , toda a religião religa o homem ao seu ser divino , a finalidade da religião é essa , não destruir , seu próprio fim com atos bizarros de pessoas mal instruídas  prosélitos e desumanos , que destroem a imagem de sua cultura e aniquila a felicidade da outra .

Benjamim Cainã
A compreensão dos conflitos sociais e das plurais formas de violências é uma importante tarefa dos cientistas sociais contemporâneos. Ao trabalharem com fenômenos sociais em movimento e transformação, os pesquisadores do mundo social são desafiados a oferecem explicações a respeito de como as conflitualidades e as violências afetam o mundo social e as possibilidades de integração, reprodução e mudança das mais diversas formas de experiências coletivas.


Olhar sociológico nos conflitos religiosos.
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Crimes de ódio e intolerância

Por Thayne Messias de Souza


"Crimes de ódio é uma prática violenta direcionada a um determinado grupo de pessoas especificamente. Geralmente a intolerância a esses grupos de pessoas acaba por gerando preconceito as chamadas minorias sociais, por exemplo, crimes de homofobia, xenofobia, intolerância religiosa, preconceito com deficientes, crimes de racismo etc. A perseguição aos judeus durante a segunda guerra mundial é um exemplo pertinente, naquele momento o ódio de alemães contra judeus teve como conseqüência a morte de milhares de judeus, ou seja, um extermínio de tal raça. O agressor escolhe suas vítimas de acordo com seus preconceitos. O crime de ódio não é meramente um crime individual, ela abrange toda a coletividade, pois ela atinge a dignidade da pessoa humana, prejudicando toda a sociedade que deveria na verdade manter relações pacíficas e fraternas entre si. Nem sempre haverá o reconhecimento explicito desse crime, ele pode agir disfarçadamente. Nós podemos contribuir para a punição desses crimes denunciando os agressores, e o mais importante de tudo a discussão em todos lugares da sociedade, como a universidade, escolas, projetos sociais, para que as pessoas reflitam e mudem seus conceitos. E é aqui que a Educação em Direitos Humanos é imprescindível, nela somos educados para tolerar as diferenças, e compreender que a igualdade formal da qual está expressa na constituição necessita da efetivação, da qual nós podemos contribuir para a realização desta. Somos nessa preparados para combater esse tipo de atentado a dignidade da pessoa humana, e garantir a todos o livre direito de viver sua identidade."

Fonte:

ADORNO, Sérgio et al. Exclusão socioeconômica e violência urbana. Sociologias, v. 4, n. 8, p. 84-135, 2002. ARENDT, Hannah. Sobre a violência. Rio de Janeiro: civilização Brasileira, 2009. BARREIRA, César. Crimes por encomenda: violência e pistolagem no cenário brasileiro. Relume-Dumará, 1998. BENJAMIN, Walter. Escritos sobre mito e linguagem. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2011. BOURDIEU, Pierre. Meditações pascalianas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. CALDEIRA, Teresa Pires do R. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34, 2000. CANDIDO, Antônio. Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida. São Paulo: Duas Cidades, V. 34, 2001. CARVALHO FRANCO, Maria Silvia. Homens livres na ordem escravocrata. São Paulo: Unesp, 1997. CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança: movimentos sociais na era da internet. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. COLLINS, Randall. Quatro tradições sociológicas. Petróplis: Vozes, 2009. COSTA PINTO, L de A. Lutas de famílias no Brasil. São Paulo: Cia Ed. Nacional, 1949. DAS, Veena. Fronteiras, violência e o trabalho do tempo: alguns temas wittgensteinianos. Revista brasileira de ciências sociais, v. 14, n. 40, p. 31-42, 1999. ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador 2: formação do Estado e civilização. Rio de Janeiro: Zahar, 1990. FANON, Frantz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: UFJF, 2005. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 2015. FREITAS, Geovani Jacó. Ecos da violência: narrativas e relações de poder no nordeste canavieiro. Rio de Janeiro: Relume Dumará; Núcleo de Antropologia da Política/UFRJ, 2003. HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática dos conflitos sociais, 2.ed. São Paulo: Ed. 34, 2009. HOLSTON, James. Cidadania insurgente. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2013. MISSE, Michel. Sobre a construção social do crime no Brasil. Acusados e acusadores: estudos sobre ofensas, acusações e incriminações. Rio de Janeiro: Revan, 2008. PAIVA, Luiz Fábio S. Contingências da violência em um território estigmatizado. Campinas: Editora Pontes, 2014. PERALVA, Angelina. Democracia e violência: o paradoxo brasileiro. São Paulo: Paz e Terra, 2002. PIRES, Álvaro. A racionalidade penal moderna, o público e os direitos humanos.


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