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UFRJ SERÁ RESPONSABILIZADA PELO INCÊNDIO?-SEMANA DA PÀTRIA SE INICIA COM UMA GRANDE PERDA-O QUE PROVOCOU O INCENDIO NO MUSEU NACIONAL

             O BOCA DO INFERNO
                    

               BRASIL EM CHAMAS








O que está acontecendo hoje no Museu Nacional, infelizmente, é a realidade encontrada por muitos outros museus e arquivos espalhados pelo Brasil; falta de investimentos e devida atenção do poder público. São verdadeiros guerreiros os funcionários que fazem com que essas instituições continuem funcionando, vide um Pedrinho dos Santos aqui em Sergipe. Se o Brasil está em chamas, vale lembrar, não é de hoje que o fogo do descaso atinge essas instituições. Ano passado, por exemplo, o senador Magno Malta teve a "brilhante" ideia de um projeto de lei que legaliza a eliminação de documentos arquivísticos originais, inclusive por incineração, após a sua digitalização, projeto este conhecido como "Queima de Arquivo". É sob esta ótica que esses espaços há muito vêm sendo visto.Triste um povo que não cuida da sua memória.
  

Texto:Edvaldo Alves, Historiador sergipano e mestre em História.
Grande parte do Museu Nacional destruída pelas chamas (Foto: Reprodução/TV Globo)

UFRJ - SERÁ RESPONSÁVEL PELO INCÊNDIO

QUAL A CAUSA DO INCÊNDIO NO MUSEU NACIONAL?

Polícia abrirá inquérito, para investigar a causa da catástrofe, que sofreu o museu nacional desde a tarde desse domingo , dia 02 de setembro do ano de 2018.

As perdas provocadas por esse desastre , tronam-se incalculáveis para pesquisadores que dedicaram a vida em prol das ciências naturais  no Brasil, foram pedidos além de todo o acervo nacional, as relíquias adquiridas por D.PedroII em sua expedição ao Egito.

Dois séculos de história

O Museu Nacional é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Educação. A instituição foi criada por D. João VI, em 6 de junho de 1818.
Como museu universitário, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem perfil acadêmico e científico.
O museu contém um acervo histórico desde a época do Brasil Império. Destacam-se em exposição:
  • o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de "Luzia", pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica, entre outros;
  • a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I;
  • a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina;
  • as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais.


O MUSEU JA VINHA SOFRENDO COM O DESCASO , PORÉM NADA FOI FEITO,  ESSE CASO CONFIRMA OUTROS INCÊNDIOS DE MONUMENTOS HISTÓRICOS , NA RESPONSABILIDADE DA FUNDAÇÃO UFRJ.
 PODEMOS VER UMA REDUÇÃO DRÁSTICA NO ORÇAMENTO.
 SERÁ QUE A FALTA DE MANUTENÇÃO PROVOCOU ESSA PERDA INESTIMÁVEL?


 ANTES DO MUSEU NACIONAL , UFRJ JÁ VINHA  SENDO RESPONSÁVEL POR INCÊNDIOS .
 
Resultado de imagem para expedição de dom pedro ao egitoFoto mostra a tentativa de conter o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

Foto mostra a tentativa de conter o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

O palácio já foi residência da família real brasileira e abriga o Museu Nacional, que é a instituição científica mais antiga do Brasil (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

Diretor-adjunto do Museu Nacional cita 'descaso' de vários governos e que incêndio destruiu tudo

Prédio histórico na Quinta da Boa Vista foi devastado pelas chamas neste domingo. 'Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio', diz Dias Duarte.

Por G1 Rio
 


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"Falta de consciência da classe política brasileira", diz vice-diretor do Museu Nacional
O diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte, disse em entrevista à GloboNews que houve um "descaso" de vários governos com o museu, que foi destruído por um incêndio neste domingo (2). Segundo ele, há anos a instituição tenta verba para uma reestruturação.
"Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio. Para retirar a administração, arquivo e centro acadêmico do palácio."
O diretor-adjunto disse ainda que nada vai sobrar e que o palácio está completamente destruído.
"O arquivo histórico do museu, de 200 anos de história do país, foi totalmente destruído", disse Dias Duarte.
Grande parte do Museu Nacional destruída pelas chamas (Foto: Reprodução/TV Globo)Grande parte do Museu Nacional destruída pelas chamas (Foto: Reprodução/TV Globo)
Grande parte do Museu Nacional destruída pelas chamas (Foto: Reprodução/TV Globo)
A destruição atinge acervos históricos e científicos obtidos boa parte na época do império. O incêndio destruiu, de acordo com Dias Duarte:
  • Toda a coleção da Imperatriz Teresa Cristina
  • Afrescos de Pompeia
  • Trono do Rei de Maomé
  • Acervos linguísticos
"Tudo isso traz junto a destruição das carreiras de cerca de 90 pesquisadores que dedicavam a sua vida profissional dentro daquele espaço. Todo o arquivo histórico, que estava armazenado em um ponto intermediário do prédio, foi destruído. São 200 anos de história que se foram", lamentou Luiz Fernando Dias Duarte.

Liberação de dinheiro pelo BNDES

A direção do Museu Nacional havia garantido, em junho, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) o investimento de R$ 21 milhões para a revitalização do prédio histórico, seu acervo e espaços de exposição.
Na negociação com o BNDES, já estava definido que uma parcela do dinheirio seria liberada para garantir que a direção do Museu Nacional viabilizasse a retirada do prédio histórico do acervo que contém produtos inflamáveis. São animais mantidos em frascos com álcool e formol.
De acordo com Luiz Fernando Dias Duarte, parte deste acervo inflamável já havia sido retirado, mas outra parte ainda estava no interior do museu. A ideia era ter um lugar para armazenar esse material até que o prédio fosse reformado.
"Acabamos de passar por um treinamento de incêndio com todos os funcionários e alunos da instituição. Cuidaríamos da instalação de extintores, remodelação e modernização do prédio. Sobre a transferência destes produtos, parte foi retirada de lá e parte estava lá guardada", contou Dias Duarte.
Diretor-adjunto do Museu Nacional, Dias Duarte contou que a liberação total da verba, para a revitalização do prédio, aconteceria apenas após as eleições. A decisão foi tomada na reunião entre a direção do museu e representantes do banco para evitar sanções previstas na Lei Eleitoral.

FONTE:https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/02/vice-diretor-do-museu-nacional-cita-descaso-de-varios-governos.ghtml

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