DA MARGINALIDADE AS TELAS DO CINEMA-UMA PERSONAGEM FOLCLÓRICA DE ARACAJU ,QUE CONSTRUIU A SUA IDENTIDADE BOÊMIA NO CENTRO DA CAPITAL VIRA TEMA DE FILME(MADONA E A CIDADE PARAÍSO.
UMA PERSONAGEM FOLCLÓRICA DE ARACAJU ,QUE CONSTRUIU A SUA IDENTIDADE BOÊMIA NO CENTRO DA CAPITAL VIRA TEMA DE FILME(MADONA E A CIDADE PARAÍSO.
"O povo de Aracaju morre de inveja de mim , porque eu sou muito bonita eu sou uma dançarina"Madona


"O povo de Aracaju morre de inveja de mim , porque eu sou muito bonita eu sou uma dançarina"Madona

Madona fora um transexual (Travesti) aracajuano , que perambulava pelas mais pitorescas regiões do centro dês de os anos 90 era caçoada por moleques de rua , um olhar de desprezo podia fazer essa grande personagem fazer arruaça , não era uma arruaça comum , na língua pajubá diriam "fechação", Madona fora o simbolo da luta e resistência da identidade trans em Aracaju , para muitos era apenas uma Geni , para ela mesma era a atriz no palco da vida contracenando a sua própria história .
Agora Madona pós morte , tornou-se uma estrela , algo que em seu interior sempre foi , o filme produzido em 2014 pela gonara filmes , na direção de André Aragão, com o elenco :Elenco: Ivo Adnil (Madona), Zelda Leite (Valkíria), Cícero Vieira (Goku), Lucas Sampaio (Cabelo),trouxe as devida honrarias a um personagem tão sofrido que viveu na Cidade Paraíso
Realização: Gonara Filmes
Produção: Isaac Dourado e André Aragão
Direção de Fotografia: Arthur Pinto
Direçao de arte: Jonaina Aurem
M.A.D.O.N.A.’ está entre os cinco curtas contemplados nesta edição do Edital e pretende revelar a história de amor vivida entre um homossexual (Madona) e uma prostituta (Folosa). De acordo com Aragão, os profissionais engajados no projeto já estão realizando a pré-produção da obra, com testes fotográficos, preparação de cenários, entre outras providências.

Alguns acham que Madona era uma Drag queen característica de Aracaju , pois para cada meio urbano há uma especificidade comportamental relacionada aos grupos Lgbst atuantes na vida boêmia dos seus centros urbanos espalhados por diversas capitais do mundo, ela era uma nordestina , mas não queria ser apenas uma Macabeia atoa e acabar morta por uma Mercedes no final como Clarice Lispector decidiu !, ela viveu em condições subumanas , mas decidiu transformar-se em um ícone folclórico de sua cidade , sua morte foi notícia, hoje Madona ´realmente transformou-se em uma personagem para o teatro sergipano e cinema , um ícone marcante na formação da ideia sergipanidade e identidade cultural.
Amós de Lima Chagas era o registro civil da figura picaresca que contracenou até mesmo na TV em inúmeras cenas nas manchetes policiais da imprensa sergipana , principalmente no programa do Bareta o famoso Tolerância Zero, era difícil não notar a presença de Madona já chegava ,chegando era uma causiane de carteirinha , aquela que entra em cera e rouba a cena, personagens como Madona habitam as ruas de várias capitais brasileiras , driblam a fome e a miséria humana , através da arte e do humor , pois a arte circense habita nas coisas e nas pessoas mais simples desse Brasil a fora , entretanto para a classe de Madona ser protagonista da sua história , era lutar contra um sistema opressor , no qual o homossexual sempre fora excluído pela sociedade patriarcal, ao assumir a identidade de gênero feminina , foi uma forma de incorporar personagens fortes , pois para ser Amélia , Joana ou Maria é preciso ter raça é preciso ter manha é preciso ter gana sempre , quanto mais para ser Madona .
Tornar-se mulher é assumir a força política que essa identidade traz consigo.
Poucos sergipanos deram luz a personagens tão trágicos e cômicos, quanto mais inspirarem obras para o cinema estadual.

Incorporar o alter ego de Madona , foi uma maneira do garoto morador do bairro industrial driblar as faltas de oportunidades da vida , devido a escolha que a própria vida lhe ofereceu de bandeja , para muitos seria destino , para outros uma forte realidade social , o fim da performasse dessa grande estrela folclórica que contracenou como anônima nas ruas de Aracaju , foi como o fim de muitos gays e transexuais mortos por pedradas e pauladas mundo a fora , ora Madona nasceu lutando contra as pauladas da vida em reação as mesmas morreu lutando e sendo o seu alter ego até o fim, saindo da vida para contracenar nos anais do cinema sergipano, ela tornou-se simbolo de resistência da maioria dos gays marginalizados pelo Brasil até a atualidade.
Texto: Benjamim Cainã


Madonna era um personagem folclórico do Centro de Aracaju, amado por alguns e odiados por outros. Desde os anos 90, vivia perambulando pelas ruas da capital vestido de mulher, a procura de um programa ou por drogas. Às vezes, em suas constantes viagens através dos entorpecentes, envolvia-se em confusões e brigas e, por conta disso, tinha passagens pela polícia.
No último dia 23 de outubro, desconhecidos espancaram e apedrejaram Madonna até a morte. O cidadão foi socorrido ainda com vida e levado para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde foi internado, mas não resistiu aos ferimentos.
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