Pular para o conteúdo principal

O HOMEM FORTE DO GOVERNO BOLSONARO - O NEÓFITO EM POLÍTICAS ECONÔMICAS EM ESTAGIO NO SUPERMINISTÉRIO DA ECONOMIA


         O BOCA
               do
         Cotinguiba

Resultado de imagem para paulo guedes

O HOMEM FORTE  DA ECONOMIA

"Assim, apesar de ter feito fortuna no mercado financeiro, alguns suspeitam que, em termos de condução da política econômica, Guedes seja "tão neófito quanto Bolsonaro".

Dês de  a vitória de Jair Bolsonaro  ao posto mais alto do nosso funcionalismo público , a imagem de Paulo Guedes tem sido bastante especulada pela imprensa , quem irá dirigir a economia herdada dos governos petistas? , qual o legado que se refletirá daqui a 20 anos , depois dessa limpeza no governo?.
O ministro formado pela Escola de Chicago , segue a linha desenvolvimentista , ele quer simplificar as coisas   focando em desburocratizar a máquina pública,sim Bolsonaro é o Presidente , entretanto será de Paulo Guedes as principais medidas que irão refletir na vida dos brasileiros , o super ministério criado nesse novo governo de extrema direita , carrega de herança a sombra  e uma herança petista vista pelos mesmos como desastrosa  e perdulária , ou seja , uma gestão onerosa ao erário público .

Os gastos exacerbados e as pedaladas fiscais do governo Dilma Russef serão um desafio , o desemprego também , pois a margem de desemprego é  a maior de todos os tempos ,os brasileiros não  aguentaram tanta corrupção e com uma classe média emergente conseguiram colocar a nova equipe em voga no poder , segundo dados obtidos pela revista Exame sobre  Paulo Guedes` é que nesse início as medidas  cabíveis serão tomadas desse jeito:

"O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai apresentar até a próxima segunda-feira (7) a proposta de reforma da Previdência que deverá ser sugerida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro e submetida ao Congresso Nacional. A disposição é que os parlamentares analisem a proposta assim que retornarem do recesso em fevereiro.


A informação foi confirmada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, logo depois da primeira reunião ministerial da gestão Bolsonaro com a presença de todo primeiro escalão. “[Paulo] Guedes vai apresentar a proposta até o início da próxima semana. Nós vamos fazer a reforma.”
A equipe do governo tem admitido diversas possibilidades sobre o tema, inclusive o aproveitamento de itens do texto que havia sido submetido ao Legislativo pelo ex-presidente Michel Temer. O esforço, segundo ministros de Bolsonaro, é para que as mudanças na legislação avancem.




Nova reunião

Na próxima terça-feira (8) há uma nova reunião do presidente da República com os ministros. Nela, será feita a apresentação do texto da reforma da Previdência e cada ministro vai expor as medidas que pretendem adotar este mês."
(https://exame.abril.com.br/brasil/guedes-quer-apresentar-proposta-da-reforma-da-previdencia-ate-o-dia-7/)
Resultado de imagem para biografia de paulo guedes


O GOVERNO  GARANTE  IMPARCIALIDADE NAS ELEIÇÕES DO LEGISLATIVO E DO SENADO.
 A relação do Executivo com o Legislativo é tratada com cautela pelo governo. Onyx reiterou que Bolsonaro não vai interferir na campanha pela presidência da Câmara e do Senado. A decisão é justamente para suavizar as negociações entre os dois Poderes.

“Todo o governo com alto grau de intervenção [nas questões do comando do Congresso] erraram. O presidente Bolsonaro é um homem de muito diálogo”, afirmou.
A relação do Executivo com o Legislativo é tratada com cautela pelo governo. Onyx reiterou que Bolsonaro não vai interferir na campanha pela presidência da Câmara e do Senado. A decisão é justamente para suavizar as negociações entre os dois Poderes.
“Todo o governo com alto grau de intervenção [nas questões do comando do Congresso] erraram. O presidente Bolsonaro é um homem de muito diálogo”, afirmou.



"O Ibovespa subiu 0,61%, aos 91.564 pontos, batendo a máxima histórica pelo segundo dia  seguido; Eletrobras teve novo dia de avanço."

O governo se coloca em um papel bastante diplomático aparentemente, mas será que as medidas serão populares , a vitória dessa equipe de governo trouxe balanços positivos na Bovespa , será que os investidores estrangeiros  irão apostar nesse novo governo.
Ainda é muito cedo para fazermos tais analises pois só governam a a menos de uma semana , mas o reflexo na bolsa de valores já pode ser notado , a confiança dos investidores está sendo retomada.
Alguns observam a economia empregatícia  temendo cortes nos direitos trabalhistas , o PT ex partido governista ameaçam  elaborar um decerto para manter o salário minimo como o estipulado, mas o principal desafio de Paulo Guedes é conter os gastos públicos , sendo que só 3 trilhões são gastos com o funcionalismo da União, mais os escândalo da lava jato que levou 8 trilhões, muito acima do deficit da previdência .

Dez ex-ministros escrevem cartas com conselhos a Paulo Guedes


Dragão da inflação é substituído pelo buraco negro do déficit público como vilão do superministro da economia, apontam antecessores – ministros de todos os governos, de Figueiredo a Temer


O economista Pedro Malan esteve no comando da economia brasileira em um período crucial da história recente do país. Entre 1995 e 2003, o Brasil consolidou o Plano Real, que pôs fim a uma série de batalhas perdidas contra a inflação, e atravessou com sucesso — apesar de inevitáveis solavancos que levaram o dólar à então inédita marca de R$ 4 — a transição entre o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso e o de Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu livro Uma certa ideia de Brasil: entre passado e futuro , que reúne artigos publicados na imprensa entre 2003 e 2018, existe um intitulado “Escrevendo ao sucessor”, publicado em 13 de janeiro de 2008.
Malan abre o artigo com uma das muitas piadas que compõem o anedotário de um país que chegou a acumular inflação de quase 2.500% em um ano e no qual se dizia, certa época, que havia mais ministros da Fazenda que técnicos de futebol. Diz ele:
A piada é conhecida — e antiga: quem deixa o cargo faz chegar três envelopes lacrados e numerados a seu sucessor para serem abertos, um de cada vez, apenas em diferentes momentos de crise. Na primeira delas, o envelope, aberto, traz o conselho: “Não deixe que a crise o atinja, jogue toda a culpa em seus antecessores”. Na segunda crise, o envelope, aberto, revela a recomendação: “Não permita que a crise o alcance, livre-se de pessoas-chave de sua equipe”. Na terceira crise, a sugestão do envelope, aberto, é: “Escreva três cartas para seu sucessor”.
Essa foi a inspiração da provocação feita por ÉPOCA aos ex-ministros da Fazenda (ou da Economia, uma vez que as denominações e poderes variaram ao longo do tempo): que carta escreveriam ao futuro ministro Paulo Guedes?
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo
Dez dos ex-ministros da Fazenda desde 1980 aceitaram o desafio. Nove o fizeram em forma de carta, como pedido. Um preferiu contribuir em forma de artigo. Pedro Malan, que se referiu a dificuldades de agenda e a “um período de transição tão eivado de incertezas”, justificou que não se sentiria confortável em dar conselhos a Guedes. Preferiu escrever sobre o desafio das reformas .
Os que escreveram as cartas e o artigo publicados aqui têm em comum o fato de terem estado à frente de alguns dos maiores desafios da história econômica — e política — recente do Brasil. Suas visões de futuro são marcadas por um passado no qual tiveram “o pior emprego do mundo”, título bem-humorado dado pelo jornalista Thomas Traumann — ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff — ao livro no qual ex-ministros revelam bastidores de algumas decisões históricas. Ministros de todos os governos, de Figueiredo (1979-1985) a Temer, escreveram os textos publicados na edição 1067 de ÉPOCA.
Alguns fazem referência às dificuldades que enfrentaram em seus mandatos — e não foram poucas. A partir do fim dos anos 80, quando a inflação saiu de vez do controle, a tentativa de traduzir o economês resultou na metáfora pobre do dragão e na ainda mais pobre — e perigosa — imagem da bala de prata que liquidaria o monstro. O dragão da inflação foi o que ficou mais famoso. Mas houve outros. O da dívida externa foi terrível. Chegou a representar 370% das exportações brasileiras no governo Figueiredo. O ministro da Fazenda era Ernane Galvêas, que avalia, em sua carta :
“Não creio que a atual conjuntura econômica seja mais difícil do que os anos que vivi no Banco Central e no Ministério da Fazenda, nas décadas de 60 e 80, especialmente no governo Figueiredo, quando tudo que fazíamos se concentrava no esforço de negociar a dívida externa com o Fundo Monetário e os bancos credores. O simples fato de contar, hoje, com mais de US$ 380 bilhões de reservas cambiais nos dá as dimensões da diferença entre a crise de ontem e a de hoje.
No período em que Galvêas esteve à frente da Fazenda — entre 1980 e 1985 —, o dragão da inflação também já começava a ganhar corpo. No primeiro ano do governo Figueiredo, a inflação bateu em 100% ao ano, pela primeira vez, provocando pressão por um reajuste salarial e as primeiras grandes greves do ABC. Mas era um dragão ainda franzino, nem de longe tão ameaçador — pelo menos aos olhos da opinião pública — quanto o Fundo Monetário Internacional (FMI), que virou a Geni dos problemas brasileiros sob o slogan “Fora FMI”. A negociação com o Fundo envolveu seis cartas de intenção, nenhuma cumprida, uma grande desmoralização internacional do Brasil e uma moratória, já no governo Sarney.
O dragão da dívida continuou terrível, mas o da inflação tornou-se gigante. Três presidentes — José Sarney, Fernando Collor de Mello e Itamar Franco — tiveram seus mandatos marcados por planos econômicos apresentados como a tal bala de prata que mataria o dragão. Foram seis planos — quatro só no governo Sarney — , cinco trocas de moedas, cinco congelamentos de preços e salários, um confisco de ativos financeiros e 12 ministros da Fazenda, alguns com mandato de menos de três meses.
Zélia Cardoso de Mello, então ministra da Economia, 1990 Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo
Zélia Cardoso de Mello, então ministra da Economia, 1990 Foto: Arquivo O Globo / Agência O Globo
Desses, cinco escreveram a Paulo Guedes: Luiz Carlos Bresser-Pereira (abril a dezembro de 1987),Maílson da Nóbrega (dezembro de 1987 a março de 1990), Zélia Cardoso de Mello (março de 1990 a maio de 1991), Marcílio Marques Moreira (maio de 1991 a outubro de 1992) e Fernando Henrique Cardoso (maio de 1993 a março de 1994). Quatro deles lideraram a implantação de planos econômicos. A Marcílio, que substituiu Zélia, coube comandar a saída do Plano Collor, o mais complicado deles, organizando a transição para o governo do vice-presidente Itamar Franco. Empossado após o impeachment de Collor, Itamar foi o presidente em cuja gestão foram lançadas as bases do Plano Real.
A saga da Nova República contra a inflação começou em 1986 com o Plano Cruzado — com Dilson Funaro (1933-1989) à frente do Ministério da Fazenda. Foi o tempo dos “fiscais do Sarney” — como foram batizados os cidadãos que denunciavam empresários que remarcassem preços, então congelados — e de uma euforia de consumo que resultou rapidamente em ágio e desabastecimento. Para enfrentar a falta de carne nos supermercados, houve até operação da Polícia Federal para apreender bois no pasto. Bresser substituiu Funaro no Ministério da Fazenda com o cruzado morto e enterrado e preços subindo aceleradamente depois da reeleição de Sarney. Lançou o plano que levou seu nome, que também não funcionou. Foi substituído por Maílson, que fez o Plano Verão e igualmente fracassou. Em 1989, a primeira eleição direta para presidente correu com inflação crescente, chegando à casa dos 50% ao mês no fim do ano, já com Fernando Collor de Mello eleito.
Zélia Cardoso de Mello esteve à frente de um superministério de estrutura parecida com a do que foi anunciado por Paulo Guedes na semana passada. Aos 36 anos, Zélia assumiu a Economia em março de 1990, quando a escalada dos preços bateu 84,3% — no mês. O Plano Collor fez mais uma mudança de moeda, substituindo o cruzado novo pelo cruzeiro, dessa vez sem corte de zeros. Limitou em 50 mil cruzados novos os saques de todas as modalidades de aplicação financeira, inclusive a caderneta de poupança, e estendeu o bloqueio para os saldos em conta corrente.
Fernando Henrique Cardoso, que comandou os preparativos para o Plano Real até março de 1994, quando deixou o governo Itamar Franco para se dedicar à campanha presidencial, é o único dos comandantes de planos contra a inflação que faz menção a essa batalha. A Paulo Guedes, ele escreveu pontuando a diferença entre os dois momentos e apontando que o descontrole fiscal é o monstro da vez.
Bresser-Pereira em 1996 Foto: Sérgio Marques / Agência O Globo
Bresser-Pereira em 1996 Foto: Sérgio Marques / Agência O Globo
“Exerci funções ministeriais e enfrentei desafios, de 1993 em diante, semelhantes aos que o senhor deverá enfrentar. Em meu tempo tratava-se da inflação. Hoje trata-se da situação fiscal (a qual, assim como em minha época levava à inflação, hoje nos ameaça com o endividamento crescente).”
Mesmo com o país ainda longe de se recuperar da crise que fez a economia encolher 7% em dois anos, e marcado pelo inédito esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato, é uma boa notícia que a inflação, finalmente vencida pelo Plano Real, não faça parte das preocupações dos ex-ministros. Eles apontam outros monstros e sugerem armas não mais chamadas de bala de prata. A prioridade às reformas, principalmente a da Previdência, é a arma indicada por Galvêas, Maílson, Malan, Mantega e Meirelles para atacar o desequilíbrio fiscal.
Maílson dá um conselho político: diz que Guedes deve “influir na agenda de reformas”, convencendo o presidente Bolsonaro a empregar “todo o seu capital político nessa tarefa”. Malan lembra que a população de aposentados cresce a uma taxa cinco vezes superior à da população total. E defende o regime de responsabilidade fiscal previsto na lei aprovada em maio de 2000, alertando para a necessidade de “resistir às demandas, numerosas, para que ela seja flexibilizada”. Para isso, afirma, é preciso que a população entenda a gravidade da questão fiscal e que as lideranças políticas se comprometam com “o equacionamento do insustentável desequilíbrio em nossas contas públicas”.
Com visões diferentes sobre as armas para atacá-lo, Bresser, Ciro e Mantega veem na estagnação econômica o dragão da vez. Bresser diz que, apesar de ter convicções diversas das de Guedes — classifica-o como “economista neoclássico ou liberal-ortodoxo”, enquanto ele próprio é um “neodesenvolvimentista” —, acredita que os dois estejam de acordo em dois pontos: a recuperação do equilíbrio fiscal e a reforma da Previdência são políticas prioritárias, “mas não com a semiestagnação da economia que já dura quase 40 anos”. Para Bresser, o Brasil está “preso a uma armadilha de câmbio apreciado” e é preciso adotar uma nova política cambial, que devolva competitividade às empresas.
Ciro defende a correção do câmbio e também da política de juros, para “interromper o processo mais brutal da história do capitalismo mundial de destruição de indústrias”. Além disso, sua receita inclui restaurar a capacidade de consumo das famílias e de investimento das empresas e devolver ao Estado a capacidade de investimento. Para Guido Mantega, o mais longevo ministro do período democrático brasileiro — nove anos no pior emprego do mundo —, a reforma da Previdência e “outras maldades” são essenciais para eliminar o déficit primário. Mas o nó principal a ser desatado é o crescimento econômico. Para isso, defende uma política de juros baixos e a retomada da política de crédito abundante adotada em sua gestão.
Ciro Gomes e Fernando Henrique Cardoso em 1999 Foto: Roberto Stuckert Filho / Agência O Globo
Ciro Gomes e Fernando Henrique Cardoso em 1999 Foto: Roberto Stuckert Filho / Agência O Globo
“Na crise financeira de 2009 houve uma drástica redução do crédito em escala mundial. No Brasil reagimos orientando os bancos públicos a aumentar o crédito e baixar as taxas de juros. Foi uma das razões para a rápida recuperação do consumo e do investimento. Mas na crise recente foi feito o contrário. (...) Diminuíram o crédito e passaram a cobrar os maiores spreads do planeta, tal qual os bancos privados já vinham fazendo.”
Meirelles considera que a retomada já começou. “Há grandes investimentos programados para o Brasil e eles estão sendo iniciados. Com o atual crescimento e políticas adequadas, o país tem tudo para, em 2019, crescer 3% ou mais e gerar 2 milhões de novos empregos”, disse.
A importância de uma equipe competente e escolhida com autonomia é tema abordado por todos os que escreveram cartas. Marcílio e Meirelles tecem elogios a suas próprias equipes, a quem atribuem os acertos das respectivas gestões. Zélia é a que mais se estende no assunto, na carta em que comenta a semelhança entre o “fenômeno” Collor e o “fenômeno” Bolsonaro.
“Com três ministérios sob seu comando e grandes desafios a sua frente, é essencial que você tenha pessoas de sua irrestrita confiança nos diversos cargos, nas secretarias, assessorias, empresas e bancos. Isso não só vai garantir que a política traçada vai ser seguida, que é única e alinhada, mas também que você vai ter controle do que está acontecendo. (...) Pelo que tenho visto você está conseguindo autonomia nas escolhas. Não abdique disso.”
A criação do superministério põe em campos opostos Maílson e Marcílio. O primeiro diz que a decisão vai sobrecarregar um ministro que já precisaria trabalhar de dez a 12 horas por dia à frente apenas da Fazenda. Marcílio, que assim como Zélia ocupou um ministério semelhante — embora não incorporasse Indústria, Comércio e Serviços —, elogia a decisão e diz que as críticas a essa estrutura são “fake news”.
“É falso o que propagam, que seja aposta só uma vez tentada que teria gerado ‘paralisia administrativa e caos’.(...) Se observados episódios mais longínquos, a junção dos ministérios teria evitado, por exemplo, os conflitos então recorrentes entre ministro da Fazenda e presidente do Banco do Brasil, ou entre ministros da Fazenda e do Planejamento.”
Por fim, a necessidade de uma boa comunicação e uma boa escuta é tema de Fernando Henrique, Zélia e Maílson — que encerra sua carta recomendando “paciência para ouvir e humildade para aceitar boas ideias, ainda que não sejam suas”. FHC reitera que, além de uma boa equipe, é preciso “ter o governo, e sobretudo o povo, do seu lado”. Zélia dedica a maior parte de sua carta ao tema da comunicação, recomendando que Guedes escolha as batalhas principais — uma, no máximo duas — porque é “muito muito difícil, se não impossível, lidar com resistências por todos os lados”. A ministra que teve de defender o confisco da poupança em programas populares de televisão sabe do que está falando. E dá um conselho especial:
“Envolva os políticos aliados nas decisões e, se possível, tenha paciência. Tenha paciência com a imprensa, com os políticos. Sabendo como economista que em toda decisão alguém perde e alguém ganha (...), é extremamente exasperante lidar com pessoas que não entendem e que esperam satisfazer a todos. Portanto, paciência é fundamental. Além disso, se você encontrar aliados na imprensa e entre os políticos que entendam e possam explicar as medidas que são necessárias, sua tarefa ficará menos difícil.”
Talvez esse seja o conselho mais difícil de seguir para um futuro ministro que já falou em “dar uma prensa no Congresso” e se desentendeu com mais de um jornalista. Mas certamente está entre os mais úteis.  

   


Biografia de Paulo Guedes`:



Paulo Roberto Nunes Guedes (Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1949) é um economista e empresário brasileiro. É o atual ministro da Economia de seu país.

Mestre e doutor pela Universidade de Chicago, foi professor da PUC-Rio e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). É um dos fundadores do Banco Pactual e de vários fundos de investimentos e empresas. Foi um dos fundadores do Ibmec, criado para ser um instituto de pesquisas sobre o mercado financeiro. Foi também um dos fundadores do think tank conservador Instituto Millenium.

Guedes foi anunciado pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro como titular do Ministério da Economia, criado mediante a fusão dos ministérios da Fazenda, do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e parte do Ministério do Trabalho como políticas de emprego.


Índice
1          Carreira
1.1       Investigação sobre gestão fraudulenta
1.2       Indicação para o Ministério da Fazenda
1.2.1    Propostas para o futuro Ministério
2          Ver também
3          Referências
4          Ligações externas
Resultado de imagem para biografia de paulo guedes


Carreira
Nascido no Rio de Janeiro, Paulo Guedes é filho de uma servidora do Instituto de Resseguros do Brasil e de um vendedor de material escolar, aposentados, e possui um irmão caçula, Gustavo Henrique Nunes Guedes. Graduou-se na Faculdade de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais e realizou mestrado na Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 1974, ingressou no Departamento de Economia da Universidade de Chicago, com auxílio de bolsa do CNPQ. Por não ter tido sua pós-graduação brasileira reconhecida, obteve novo mestrado antes de ingressar no programa de doutoramento, concluído em 1978, numa instituição referência do pensamento econômico ultraliberal.

Também atuou como docente em regime parcial na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na FGV e no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) no Rio de Janeiro. Durante a ditadura militar chilena, aceitou um cadeira de docência em tempo integral Universidade do Chile,[5][11] então sob intervenção militar. Segundo o jornalista chileno Cristián Bofill, "quando Guedes voltou de Chicago para o Brasil com seu doutorado, sentiu-se marginalizado. Os economistas que tinham a hegemonia naquele momento não lhe deram nem as posições acadêmicas nem os cargos no governo que ele sentia que merecia. Então, nos anos oitenta vem para o Chile, onde é recrutado por Selume [ex-diretor de Orçamento do regime de Pinochet, que então dirigia a Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile]. Queria conhecer em primeira mão as reformas que os Chicago boys estavam promovendo no país."

Guedes diz pretender fazer no Brasil as reformas que foram feitas no Chile de Pinochet: banco central independente, câmbio flutuante, equilíbrio fiscal e o regime de capitalização da previdência.

Foi diretor-técnico, sócio e docente do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) na década de 1980, onde atuou por 16 anos.

Em 1983, foi um dos quatro fundadores do Banco Pactual, onde atuou como chefe executivo e chefe estrategista. Ao deixar o Banco, montou junto com outro ex-Pactual, André Jakurski, a gestora de recursos JGP Gestão de Recursos,[4] onde era um dos responsáveis pela supervisão da gestão do Fundo JGP Hedge e pela estratégia das operações. Também tornou-se membro do conselho diretor da PDG Realty S.A Empreendimentos e Participações, da Abril Educação S.A. e da Localiza Rent a Car S.A.[16] Também foi sócio-fundador do grupo financeiro BR Investimentos, que viria a ser da Bozano Investimentos, também sob seu controle.[4]

Foi também um dos fundadores do Instituto Millenium, um think tank conservador brasileiro, que tem sido comparado ao IPES/IBAD, entidades criadas no início dos anos 1960 e conhecidas pelas ações de cunho ideológica, voltadas à preparação do golpe militar de 1964.

Tem atuado como colunista dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo e das revistas Época e Exame, abordando temas ligados ao mercado de capitais e gestão de recursos. Também publica artigos, regularmente, no site do Instituto Millenium.Em sua c oluna no jornal O Globo, Guedes tem sido um crítico do atual cenário político brasileira, destacando a Operação Lava Jato como referência no combate a corrupção.

Investigação sobre gestão fraudulenta
Em 2 de outubro de 2018, o Ministério Público Federal (MP) decidiu iniciar uma investigação preliminar acerca de suspeitas de fraude na gestão de fundos de investimentos administrados por Guedes. Desde 2009, esses fundos de investimento receberam aportes no valor de R$1 bilhão de reais, oriundos de fundos de pensão de empresas estatais brasileiras (destacando-se os fundos: Previ, do Banco do Brasil; Petros, da Petrobras; Funcef, da Caixa Econômica Federal, e Postalis, dos Correios) que estão sob investigação de forças-tarefa da Polícia Federal, dentre as quais a Operação Greenfield, cujo foco são as aplicações na modalidade Fundo de Investimento em Participações, FIP. Sendo o MP, depois de receber os recursos dos fundos de pensão, o Fundo BR Educacional, administrado por Guedes, investiu o dinheiro de seus cotistas em apenas uma empresa, a HSM Educacional S/A, também controlada por ele. Com os recursos oriundos dos fundos de pensão, a HSM Educacional comprou 100% do capital de outra empresa criada por Paulo Guedes, a HSM do Brasil S/A. Chamou a atenção dos investigadores o ágio de R$ 16,5 milhões pago pelas ações da HSM do Brasil. Depois disso, a HSM do Brasil S/A passou a apresentar prejuízos recorrentes. Segundo o Ministério Público, os fundos de pensão de estatais que aplicaram em dois fundos de investimento controlados por Paulo Guedes teriam perdido R$ 200 milhões.

Guedes negou as acusações, dizendo que a denúncia foi feita para confundir eleitor.

Em dezembro de 2018, a pedido do Ministério Público, foi instaurado inquérito pela Polícia Federal.[

Indicação para o Ministério da Fazenda
Em novembro de 2017, Guedes foi anunciado, pelo pré-candidato a Presidência da República Jair Bolsonaro, como sua escolha para Ministro da Fazenda num eventual governo. O nome do economista foi bem recebido por uma parcela da mídia, bem como por investidores e banqueiros, em razão de suas posições ultraliberais .Na ocasião, a Bolsa de Valores, que havia começado o pregão em queda, subiu, embora o anúncio tenha sido visto, por uma parte da mídia e dos críticos de Bolsonaro, como um subterfúgio do pré-candidato para contornar sua imagem de corporativista, militarista e antiliberal.

O economista jamais foi filiado a partido, e a sua única atuação na política foi quando participou da elaboração do plano de governo do ex-ministro Guilherme Afif Domingos, quando este se candidatpi a presidente da República, nas eleições de 1989.

Propostas para o futuro Ministério
Embora muito ativo e experiente nos jogos do mercado financeiro, Guedes jamais exerceu função pública. Suas primeiras declarações acerca de suas intenções, com respeito à política econômica, foram recebidas com ceticismo por economistas e analistas financeiros, além de causar certo embaraço à própria equipe de transição para o governo Bolsonaro. Em sua coluna do jornal O Globo, a influente jornalista Míriam Leitão observou: "Ao longo da vida pública, o deputado Jair Bolsonaro votou contra todas as propostas de privatização, quebra de monopólio, previdência e até o Plano Real. Votou a favor de privilégios de parlamentares e entrou na carreira política em defesa do soldo de militares e policiais. Nada que nem remotamente lembre a pregação liberal de Paulo Guedes em toda a sua carreira de economista e empreendedor."

Guedes propõe a reestruturação da área econômica, com dois organismos principais, o Ministério de Economia e o Banco Central, formal e politicamente independentes. Geralmente considerado como um ultraliberal[4][40][41] no campo econômico, ele tem sido defensor da privatização das estatais brasileiras, da reforma tributária e da reforma da previdência. Quanto à reforma da previdência, prevê a mudança do sistema atual de repartição (pagamento dos aposentados é feito pelos trabalhadores ativos) pelo modelo de contas individuais de capitalização (cada trabalhador contribuirá durante a vida para sustentar seu benefício previdenciário). E aqui surgem as primeiras críticas. Segundo analistas do mercado, essa proposta de reforma radical da Previdência é suspeita, pois fala-se de capitalização sem deixar claro como seria feita essa transição. Segundo um analista e consultor de risco, "o Guedes diz que pagaria o custo com as privatizações, mas o processo de privatização é longo, então isso não está claro".[13]

Quanto ao "amplo programa de privatizações" que aparece no plano de governo de Bolsonaro, sem especificar quantas ou quais das 147 empresas da União seriam vendidas, também há desconfiança. O objetivo seria utilizar todos os recursos obtidos com as privatizações para pagar a dívida pública.[13]

Já o plano de reforma tributária esboçado por Guedes prevê a simplificação e unificação de tributos federais e a descentralização e municipalização de impostos. O economista chegou a afirmar que pretendia recriar um imposto nos moldes da CPMF, o que não agradou o mercado: a ideia era a substituição do PIS, COFINS, IPI, IOF e outros - que, somados, representam 30 a 40 por cento do custo dos produtos industrializados - por um imposto único de aproximadamente 0,5% aplicado sobre as movimentações financeiras.


Além disso, Paulo Guedes propôs isenção do IRPF para quem tem renda de até cinco salários mínimos e uma alíquota única de 20 por cento no Imposto de Renda Pessoa Física (IR) , tanto para pessoas físicas como para pessoas jurídicas, gerando uma redução do imposto para as faixas de maior renda. Ainda acenou com a possibilidade de eliminar a contribuição patronal para a Previdência Social (atualmente 20% sobre a folha de salários). Defende também diminuir a tributação dos lucros de empresas (IRPJ e CSLL, sendo que, atualmente, a alíquota incidente é de 34%: 25% de IRPJ + 9% de CSLL. A ideia de Guedes seria reduzir essa alíquota de 34% para 15% e, em contrapartida, taxar em 15% as retiradas de lucros dos sócios, com o intuito de estimular o reinvestimento dos lucros. Todavia, tendo em vista o déficit fiscal do Brasil, muitos analistas consideram que qualquer redução de impostos seja totalmente impraticável. Aos poucos, essas propostas foram sumindo do noticiário. Nas palavras de um executivo do setor financeiro, "ele foi fazendo cálculos e viu que em vez de diminuir, tinha era que aumentar impostos, porque a conta não fechava. Parece fazer declarações sem ver números básicos de economia". Assim, apesar de ter feito fortuna no mercado financeiro, alguns suspeitam que, em termos de condução da política econômica, Guedes seja "tão neófito quanto Bolsonaro".
Fonte:https://epoca.globo.com/dez-ex-ministros-escrevem-cartas-com-conselhos-paulo-guedes-23285135

A imagem pode conter: Benjamim Cainã Lima Dias de Oliveira BENJAMIM CAINà -EDITOR CHEFE



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Boicote à Havaianas expõe como a polarização política transformou o consumo em campo de batalha no Brasil

  Boicote à Havaianas expõe como a polarização política transformou o consumo em campo de batalha no Brasil Em dezembro de 2025, uma campanha publicitária de fim de ano colocou a Havaianas, uma das marcas mais icônicas do Brasil, no centro de uma das maiores controvérsias político-culturais recentes. O episódio escancarou um fenômeno cada vez mais presente no país: o consumo convertido em ato ideológico e a publicidade transformada em munição na guerra cultural. O estopim: “Pé Direito” A polêmica teve início com o lançamento da campanha “Pé Direito”, estrelada pela atriz Fernanda Torres. No comercial, a atriz rompe com o clichê de boas festas ao afirmar: “Eu não quero que você comece 2026 com o pé direito”. Em seguida, propõe que as pessoas entrem no novo ano “com os dois pés” — na estrada, na jaca, onde quiserem — em um convite à liberdade, à leveza e à quebra de superstições. A mensagem, construída com humor e ambiguidade, parecia alinhada ao histórico irreverente da marca. N...

Brigitte Bardot, a mulher que ensinou o mundo a desejar e a desobedecer

Brigitte Bardot, a mulher que ensinou o mundo a desejar e a desobedecer Brigitte Bardot morreu em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos, em sua casa à beira do Mediterrâneo, em Saint-Tropez. Com ela, não se despede apenas uma atriz, mas um mito que atravessou o século XX como poucos: indomável, luminosa, controversa e absolutamente inesquecível. Nascida em Paris, em 1934, Bardot parecia destinada à arte antes mesmo de pisar num set de filmagem. Bailarina disciplinada, modelo precoce e dona de uma beleza que fugia aos padrões dóceis de sua época, ela surgiu no cinema nos anos 1950 como quem não pede licença. Em 1956, Et Dieu… créa la femme não apenas a revelou — o filme a lançou como um terremoto cultural. Bardot não interpretava uma mulher livre; ela era a liberdade em movimento, um escândalo sensual que desafiava a moral burguesa e redesenhava o imaginário feminino do pós-guerra. Nos anos 1960, já conhecida mundialmente como “B.B.”, Brigitte Bardot reinou soberana. Filmou cerca de 50 ...

EX-DIRETOR DA PRF, SILVINEI VASQUES, É PRESO NO PARAGUAI EM TENTATIVA DE FUGA INTERNACIONAL

  EX-DIRETOR DA PRF, SILVINEI VASQUES, É PRESO NO PARAGUAI EM TENTATIVA DE FUGA INTERNACIONAL EX-DIRETOR DA PRF, SILVINEI VASQUES, É PRESO NO PARAGUAI EM TENTATIVA DE FUGA INTERNACIONAL Assunção (Paraguai), 26 de dezembro de 2025 — Em um desfecho dramático que coloca um dos nomes mais controversos dos últimos anos no centro de uma operação internacional de captura, Silvinei Vasques , ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso na madrugada desta sexta-feira no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi , em Assunção, enquanto tentava embarcar rumo a El Salvador . A detenção ocorreu após ele ter rompido a tornozeleira eletrônica que usava no Brasil e cruzado a fronteira sem autorização judicial.  Fuga, Documentos Falsos e Ação Internacional Autoridades brasileiras receberam alertas imediatos após o rompimento do dispositivo de monitoramento eletrônico — instalado quando medidas cautelares foram impostas a Vasques — e acionaram a adidância da Polícia Feder...