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VOCÊ SABIA QUE OS POMBOS DA PRAÇA DO MERCADO PODEM CAUSAR DOENÇAS?

REVOADAS DE POMBOS NA PRAÇA DOS MERCADOS MUNICIPAIS DE ARACAJU, BELEZA OU CASO DE SAÚDE PÚBLICA?
A imagem pode conter: céu, casa e atividades ao ar livre

É muito bonito ver os pombos voando na praça do mercado , realmente é algo romântico aos olhos dos leigos em saúde pública , entretanto há um grande problema nas entrelinhas , pombos são vetores de inumerosos organismos  que podem provocar ações virulentas em nosso organismo , ou seja , provocar doenças e condições patológicas graves.
A vigilância sanitária parece ignorar esse fator tão importante , tendo em vista que o centro da capital , há um grande fluxo de pessoas que por ali transitam , as vezes o desenvolvimento de um estado patológico grave ocorre por transitar sobe vias públicas como o centro de Aracaju.

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A saúde está entrelaçada á sociedade , por isso deve haver uma conscientização popular sobre os riscos que revoadas de pombos podem causar á saúde da população aracajuana , imagens iguais a essa não podem passar desapercebida aos olhos  dos profissionais da saúde , os riscos de contrair uma doença com a presença dessas aves podem comprometer até o sistema nervoso , matérias acadêmicas como a Micologia e Processos patológicos gerais , educam alunos da área das Ciências Biológicas e da Saúde, esses profissionais , devem estar engajados  , na educação dos seus alunos secundaristas, quanto  formadores de opiniões na construção da ideia de uma sociedade consciente dos seus direitos  em relação as práticas preventivas em saúde pública.

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BENJAMIM CAINÃ-LICENCIANDO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS UFS



DADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE O ASSUNTO

Os pombos são aves que vivem com facilidade nas cidades, morando em edificações onde costumam fazer seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises. Causam prejuízos por danificar as estruturas dos prédios.

Por serem simpáticos e símbolos da paz, algumas pessoas gostam de alimentá-los com restos de comida, pão, pipocas, que são alimentos inadequados e prejudicam a saúde dos animais, além de viciá-los.

Como dificilmente são caçados por outros animais, sua população cresce muito rápido e o aumento de sua quantidade tornou-se um grave problema de saúde, pois, podem causar várias doenças graves que podem levar à morte ou deixar sequela, destacando-se:

- salmonelose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com fezes animais;
- criptococose: doença provocada por fungos que vivem no solo, em frutas secas e cereais e nas árvores; e isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos;

- histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo);

- ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos;


- meningite: inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Formas de prevenção:


- retirar ninhos e ovos;
- umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;
- utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;
- vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;
- colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;
- não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;
- utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;
- acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;
- nunca alimentar os pombos.

É muito importante para nossa saúde controlar a população desses animais na comunidade, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média 4 anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos.

Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/238_pombos.html


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PATOLOGIAS CAUSADAS POR POMBOS URBANOS


Histoplasmose: O Histoplasma capsulatum é o fungo saprófita causador da enfermidade, sendo encontrado no solo, sendo que em locais com grande quantidade de fezes de morcegos e pombos, são altamente favoráveis para colonização deste fungo, levando a casos isolados ou epidêmicos de histoplasmose. A infecção ocorre por inalação especialmente quando da remoção de sujidades, terra ou fezes através de ações mecânicas que dispersam o agente pelo ar. A gravidade da enfermidade vai depender da condição imunológica do paciente.

 Criptococose: A levedura Cryptococcus neoformans se caracteriza pelo desenvolvimento em não apenas nas fezes de pombos, mas de aves em geral. Seu ambiente mais favorável para proliferação é em abrigos antigos de fezes de pombos que são protegidos. A infecção também ocorre pela inalação de aerosóis que são liberados quando da manipulação inadequada das fezes. Este agente permanece por longo período quiescente no pulmão, só apresentando os pacientes sintomas quando este tem queda da imunidade importante, como no caso de pacientes imunodeprimidos como na aids, doentes com câncer ou pacientes submetidos a terapias crônicas com corticosteróides.

Toxoplasmose A infecção é muito comum causada por um protozoário, mas a manifestação clínica é pouco freqüente. Estima-se que cerca de um terço ou mais da população mundial possui anticorpo para o parasita. O coccídeo Toxoplasma gondii é diferente dos demais, pois seu ciclo se completa apenas no intestino dos felídeos sendo que sua forma infectante é eliminada pelas fezes destes animais, e todos os animais são hospedeiros intermediários do agente. Muitas são as formas como o homem pode se contaminar como através da ingestão de alimentos mal cozidos, especialmente carne suína, verduras mal lavadas e manuseio inadequado de caixas de areia e jardins sem luvas de proteção para as mãos.





A problemática do controle


Os pombos observados em áreas urbanas são derivados dos pombos domésticos que fugiram, perderam-se ou foram abandonados por seus donos, voltando à vida livre. Estes "pombos de rua" se adaptaram prontamente a este tipo de ambiente por três razões básicas para sua sobrevivência:
Oferta abundante de abrigo A arquitetura urbana de edifícios, monumentos e obras de engenharia e arquitetura, oferecem uma quantidade enorme de vãos, frestas e espaços que servem adequadamente para o pouso, abrigo e formação de ninhos, protegendo os pombos das intempéries, mesmo em locais onde a falta de verde é significativa.


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 Ausência de predadores

A ausência ou pequena existência de aves de rapina, predador natural das pombas em ambientes naturais, para o controle de aves doentes e fracas. Grande quantidade de alimentos disponíveis Estas aves são pouco seletivas em sua alimentação e em meios urbanos as fontes de alimentação artificial são muito amplas e diversificadas, quer seja pela desordenação na destinação de resíduos provenientes de atividades humanas em todos os níveis, individuais ou coletivos, quer pela alimentação oferecida por pessoas na comunidade de forma eventual ou permanente. 90 V. de F.P. Nunes Biológico, São Paulo, v.65, n.1/2, p.89-92, jan./dez., 2003 Sem que se processe de forma adequada a eliminação das fontes de abrigo, água e alimentação destas aves, não teremos sucesso na sua eliminação de áreas alvo para o controle. Em trabalhos realizados no Brasil e em outros países, já foi demonstrado que apenas com a supressão das fontes de alimentação alternativa a diminuição de aves é significativa em um curto espaço de tempo. Isto se explica pela maior disputa de fontes naturais como sementes, pequenos insetos e grãos, por aves melhores adaptadas e ágeis eliminando exemplares mais frágeis e doentes de um grupo, podendo aqui estar agindo um dos princípios da seleção natural da espécie. Entretanto, quando há fontes alternativas de alimentação em grande quantidade, muitas aves doentes e fracas que permanecem vivas, ocorre uma superalimentação das aves mais saudáveis, ocorre então estímulo das glândulas reprodutivas, levando a um aumento na oviposição das fêmeas do grupo e assim teremos uma superpopulação de aves em pouco tempo. Existem relatos de pombos em áreas urbanas cujo raio de ação não excede 500 m.

Desenvolvimento de atividades de controle


 O desenvolvimento de atividades de controle de fauna sinantrópica nos serviços de controle de zoonoses vem atender ao disposto na constituição federal no capítulo relativo a saúde, as leis orgânicas estaduais e municipais nos capítulos relativos a promoção e prevenção à saúde e a legislações especificas quanto à vigilância a saúde ou do controle das zoonoses, como o código sanitário estadual e municipal. Podem ainda existir em cada localidade ou região legislações especificas ou normas e procedimentos que componham este rol de legislações que devem estar sendo seguidas pelos serviços. Vale lembrar que muitas das atividades que devem ser desenvolvidas necessitam ser discutidas em parcerias com outros serviços, como agricultura e meio ambiente, seja para que leis destes serviços sejam conhecidas e compreendidas, seja para que de fato a aplicabilidade destas sejam efetivas e seus resultados eficientes e duradouros. Muitas vezes somos questionados sobre a classificação do pombo como animal de fauna brasileira, que por ser ave de origem européia poderia sofrer formas mais agressivas de controle como simplesmente a eliminação de indivíduos. Entretanto é importante lembrar que de acordo com a portaria do IBAMA 29 de 24/3/94, o pombo é classificado como compondo a fauna brasileira e portanto, passível de "abrigo legal" pela lei federal 9.605 de 1999, a lei de crimes ambientais. Para os profissionais que tem entre suas atividades diárias o controle de pombos como objeto de trabalho vale o alerta de que além do conhecimento técnico específico, o conhecimento dos princípios legais para o desenvolvimento da atividade é fundamental. Não devemos também esquecer que a definição de competências na aplicabilidade de leis e ações de controle é fundamental .

Benjamim Cainã - Editor Chefe.

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