2 ANOS SEM APRARIPE COUTINHO
O Poeta Araripe Coutinho foi uma figura lúdica no meio da Hight Sicity sergipana , a figura cômica de homem de baixa estatura , porem com a poesia
no sangue , que circulavam em um grande coração poético , a ultima vez que o vi socialmente em uma festa fora em 2011 na inalguração do museu da Gente sergipana com uma roupa super elegante e uma gravata borboleta prata , nessa noite o mesmo fora homenagiado pelo também falecido Governador Marcelo Déda causando critica entre os poetas invejosos que não foram homenageados nquela noite, porem o ultimo momento no qual o vi pela ultima vez antes de morrer foi perto de um quiosque de coco no bairro industrial , oito meses depois fui surpeendido com a notícia da morte repentina ,polemico deixou com uma morte precoce o cenário cultural de Sergipe que viu com pesar a partida da figura comica e ao mesmo tempo elegante arrojado e versatil do poeta e jornalista Araripe Coutinho.(BC)
O poeta nasceu no Rio de Janeiro em 1968 mas viveu em Aracaju desde 1979. Poeta, articulista em vários veículos de comunicação do Estado, sempre causou frisson ao escancarar a sociedade com seus textos e/ou imagens, a exemplo do nu artístico no Palácio-Museu Olímpio Campos. Este fato lhe rendeu uma entrevista histórica com Jô Soares.
O amor jaz no cacto do jardim e cada espinho exposto à luz do corpo é um pedaço morto de cada um de nós
o corpo é feito de taças - cheias e vazias - vitrais de luas engolindo a noite pousando gozos nas sombras das ruas, Além das veias todo amor é sangue sangue de um sorvete de solidão amarga assim morrendo assim tão suave inflama dentro da alma além da madrugada. Rendidos já não buscamos a enseada o sorvete que falo vem das almas das almas das mulheres nunca amadas que sempre pelas taças vertem lágrimas e bebem gotas de amores mortos.
Face Morta
Trazes nas mãos o verso adormecidoque ao poente desce murmurante
trazes também a procissão dos atos
no amarelo ácido dos instantes
Quando circundam frestas e anseios
no peito pardo da mulher calada
águias e feras, vultos permanentes,
insistem em despertar a madrugada
Enquanto a vida acarícia a morte
vertidas lágrimas cristalizam a noite
espaços vagos por perdido amante
nutrem de solidão a cavalgada
E nos segredos dos cofres dos amores
a noite enclausura suas vítimas
no coito da manhã assassinada
Amores intermináveis vão rolando
na areia namorada da saudade
e beijos tombam em hálitos venenosos
beijando a face do horizonte amado
E o verso despe-se às escâncaras
mesmo existindo sentimentos amordaçados
e caem pétalas das orquídeas vespertinas
enquanto em silêncio fecham pálpebras
no útero da manhã que ainda dorme.
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