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Madame de Montespan


 
Nascida no Castelo de Lussac-les-Châteaux, era filha de Gabriel de Rochechouart, duque de Mortemart, e de Diane de Grandseigne. Em 1658, ao deixar o Convento de Las Saintes, onde estudou, Françoise, com o nome de Mademoiselle de Tonnay-Charente, conseguiu chegar à corte com a ajuda da Rainha-mãe, Ana de Áustria, e foi posta em serviço de Henriqueta Ana Stuart, cunhada do rei. Em fevereiro de 1663, Françoise casou-se com Luís Henrique de Pardaillan de Gondrin, Marquês de Montespan, com o qual teve uma filha, Maria Cristina, e um filho, o duque d'Antin.
Françoise e Luís XIV se conheceram no outono de 1666. O rei estava então enfadado de sua primeira favorita, Louise de La Vallière. Em 1667, ele se tornou amante de Françoise. Quando o Marquês de Montespan soube do adultério de sua esposa, promoveu um grande escândalo, e por isso foi preso em For-l'Évêque, e depois exilado em suas terras.
A marquesa figurou como amante oficial do rei durante 13 anos, nos quais ficou conhecida como sendo uma mulher ardilosa de pérfida. Depois da morte de Henriqueta Ana Stuart, ocorrida em 1670, La Montespan, como era conhecida na corte, passou ao serviço da rainha, Maria Teresa de Espanha, como sua dama de companhia. La Montespan não perdia uma oportunidade de humilhar a pobre rainha, que com raiva dizia aos amigos:Esta prostituta é minha sentença de morte!.
Conta-se que em 1670, o rei quis levar a marquesa consigo numa campanha militar, e para evitar um escândalo, levou também a rainha, e também sua antiga amante, Louise de La Vallière para ludibriar o público em relação à seu envolvimento com Montespan. Segundo Louis de Rouvroy, duque de Saint-Simon, o povo ao longo do caminho corria para olhar o rei e suas "três rainhas".
Enquanto Montespan detinha ainda o título de amante real (maîtresse-en-titre), o rei envolveu-se com outras mulheres, entre elas a bela, mas tola, Maria Angélica de Fontanges, e apaixonou-se por Madame de Maintenon, escolhida pela própria Montespan para governanta de seus filhos com o rei. Isso era quase como uma vingança do destino contra a astuciosa Montespan, que quando da queda de Luísa de La Valliére, pediu ao rei que a pobre a ajudasse em sua toilette, argumentando que "só ela sabia arrumar seus cabelos e suas fitas".
La Montespan não sabia a razão do interesse do rei por Maintenon, uma mulher gentil e piedosa. Diz-se que certa vez, Françoise disse à Maintenon que o rei possuía três amantes:- Eu possuo o título, Fontanges, desempenha o cargo, e você possui o coração!
O desvio dos amores do rei não se deveram apenas ao temperamento arrogante de Françoise. Em meio a uma sucessão de envenenamentos em Paris, Catherine Deshayes, dita la Voisin, foi interrogada e denunciou várias mulheres nobres como sendo suas clientes. Entre elas, encontrava-se uma mulher tão poderosa, que seria impossível pronunciar no processo. Essa não era outra senão a ardilosa Montespan. A filha da bruxa, La Monvoisin, em seu interrogatório, admitiu ter visto a amante fazendo rituais com sua mãe, e teriam chegado ao ponto de sacrificar uma criança, cujo sangue fora depositado num frasco, juntamente com suas entranhas. Madame Montespan teria levado o frasco consigo, na virilha, para enfeitiçar o rei. O episódio ficou conhecido como "O Caso dos Venenos".
Temendo ser motivo de chacota, o rei deu um jeito de encobrir o crime de Montespan. Esta permaneceu na corte como se nada tivesse acontecido, dando festas e jantares, mas o rei passou a desprezá-la, e não comia ou bebia nada que por ela lhe fosse oferecido.
Madame de Montespan retirou-se em 1691 para Paris. Faleceu em Bourbon-l'Archambault, em 1707.




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