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The Royal Hausowives Conheça a História da Herdeira Viva de Carlos Chagas


 Resultado de imagem para Carlos chagasResultado de imagem para baronesa silvia amélia de waldnerHERDEIRA  DESCENDENTE DE CARLOS CHAGAS.

 

O livro da baronne: Silvia Amélia de Waldner comemora seus 40 anos de França

A baronesa comemora em uma obra espetacular seus mais de 40 anos de França





Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Um livro collector, daqueles que as apaixonadas por moda, decoração, jardinagem e, claro, nobreza vão correr para colocar na mesa de centro. Há muito tempo, os amigos cobravam da baronesa Silvia Amélia de Waldner uma autobiografia. Discretíssima, ela dizia que nem pen-sar. “Sou tímida demais para isso.” Mas acabou cedendo a um apelo irresistível do filho mais velho, Mariano, fruto de seu casamento com o grande gentleman carioca Paulo Fernando Marcondes (com quem também teve Maria Pia), e se debruçou, em silêncio, durante um ano sobre Silvia Amélia – un Certain Regard, que será lançado em Paris no fim do mês, em edição bilíngue em francês e inglês,com direção criativa de Christiane de Nicolaÿ Mazery e imagens do fotógrafo Francis Hammond.
Não se trata exatamente de memórias, mas do olhar que Silvia Amélia foi construindo na França desde 1971,ano em que, separada de Paulo Fernando,decidiu passar uma temporada em Paris visitando os pais, então embaixadores do Brasil na Unesco. Na ocasião, foi apresentada pela baronesa Marie-Hélène de Rothschild, a grande líder do high parisiense da época, ao barão Gérard de Waldner, cuja nobreza da família remonta às Cruzadas. Encantado com a beleza e o charme de uma das maiores locomotivas do Brasil, a mais famosa “pantera” de Ibrahim Sued, como o colunista chamava suas musas, Gérard lhe fez a corte. Dois anos depois, eles se casaram em Paris com duas festas: na primeira, ela usou um vestido de Hubert de Givenchy; na segunda, outro assinado por Loris Azzaro. Os Waldner são pais de Édouard, de 31 anos. A nova baronesa, lindíssima, virou a coqueluche de Paris.
Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Givenchy ganha um capítulo só para ele no livro,umasurpresa que Silvia Amélia uma das poucas brasileiras a terem figurado na lista das mais bem-vestidas do mundo, hoje publicada pela revista Vanity Fair, reservou ao amigo com quem fala diariamente ao telefone. Há fotos inéditas do castelo du Jonchet, onde o estilista vive em Beauvais,nos arredores de Paris, croquis, uma carta carinhosa dele e um ensaio inédito e recente de Silvia, num vestido prata de Philippe Venet,nas escadarias da propriedade.
Outro tributo é a Yves Saint Laurent, que a adotou como musa assim que Silvia Amélia pôs os pés em Paris. “Ele dizia que a Betty Catroux era o lado garçon manqué, e eu, o bon genre dele. Brincava que nós éramos suas duas bodyguards”, conta aos risos. “Saint Laurent era o amigo surpreendente, original, o gênio inquieto, um copo de champanhe; Givenchy é o aristocrata do gosto, representa a amizade sólida, aquele comquemse contaemtodos osmomentos. Já Valentino é o espírito da festa.São os três estilistas daminhavida,ainda que Oscar de la Renta também tenha sido muito generoso quando fez um desfile beneficente no Rio e doou quase US$ 150 mil para as obras de caridade que eu ajudava com a Unesco.”
O amigo Alberto Pinto (1943-2012), saudoso decorador marroquino radicado em Paris, também ganha uma homenagem póstuma. “Ele nunca fez nenhum trabalho para mim. Nós tivemos um amor à primeira vista, gratuitamente. Uma amizade só pelo prazer de dividir emoções”, explica. “Quis colocar a casa dele no livro, porque era o lugar onde ele recebia as pessoas com todo amor.”
Living da casa de campo dos Waldner na Normandia (Foto: Francis Hammond/ Divulgação)
O primeiro capítulo é dedicado ao avô, o grande sanitarista Carlos Chagas, primeiro e único cientista na história a descrever completamente uma doença infecciosa, a de Chagas.“Você sabe; se meu avô estivesse vivo, estaria hoje trancado no laboratório tentando descobrir a cura da dengue e da zika. Daria um jeito na hora”, diz a neta orgulhosa. “As pessoas podem sentir falta das fotos dos meus anos no Brasil, mas eu não quis misturar.O Brasil é tão grandioso que merece um tomo só para ele, com sua moda, seu design, suas plantas, medicina, minha família e os amigos da minha juventude”, explica, deixando nas entrelinhas uma continuação.
“Pedilicençaao(escritor)Jeand’Ormesson para usar uma frase dele, que acho que define o livro: ‘quase nada sobre quase tudo’. Na verdade, é uma colagem de referências, das minhas fantasias.” Há imagens delicadíssimas da casa de campo na Normandia, um palácio do século 17 cujo jardim,em estilo francês, foi concebido por ela própria. As mesas de almoço espetaculares também têm os arranjos florais feitos pela anfitriã, guardanapos bordados em Florença e esculturas de papagaios brasileiros.
Com o marido Gérard de Waldner (Foto: Francis Hammond/ Divulgação)
A mesa do aniversário que uma amiga deu em sua homenagem no ano passado vem com a legenda: “almoço na casa de A”. Quem é A? Ela não revela. Procuro uma foto de um dos melhores amigos de Silvia Amélia, o príncipe Charles, frequentador da casa da Normandia, e encontro, com muito esforço, uma de um porta-retrato, de longe, numa mesinha.“Ele até me perguntou se eu tinha colocado uma foto dele. Diante da minha negativa, brincou que eu teria vendido mais livros”, diverte-se. Já fotos de Maria,Abessyne e Mahmadou não faltam. Quem são? Os empregados que a acompanham ao longo de todos esses anos incríveis. Noblesse oblige.

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